domingo, 11 de setembro de 2011

Ouvindo Sininhos

Estava de olhos bem abertos mas não podia ver,
Tentar e não enxergar estava a me enlouquecer..
Todos com sua vida seguindo
e eu apenas implodindo.
Até que uma fada com ar de Imperatriz
Com uma exortação me diz:
''É preciso crer para ver,confiar para seguir!''
Então fechei os olhos, embora não conseguisse ver
comecei a sentir.
Sentir o calor produzido pela luz que ilumina o nosso caminho,
Sentir mais o cheiro das rosas que as dores dos espinhos.
Ainda peno,tremo, temo, mas o medo não me impede de avançar
De braços abertos para me equilibrar
Seguindo a voz a me guiar e a mão a me apoiar
De olhos bem fechados agora consigo visualizar.
Nanna Barbie

domingo, 15 de maio de 2011

Despertar



Ainda que eu me encolha numa sebe o sol continuará a raiar,
nada vai diferir seu eu chorar, 
o mundo em seu cansativo colorido, girará.
O processo natural decorrerá.
O tempo a todos castigará.
Eu não quero e não vou estacionar.
Só observar cansa! Vou fazer acontecer o milagre em mim, 
vou me permitir brilhar!

sábado, 30 de abril de 2011

Transformações

Em um pautado em branco, coloco letras azuis.
Em seus medos descubro, os maiores mistérios nús.
Na imensidão da Antártida pingo com gotas vermelhas e quentes, a minha dor.
Derretendo assim o gelo que a sua falta criou.


Já está frio o seu lugar na mesa.
Espero o seu retorno me fazendo surpresa.


Em uma balança o valor numérico aumenta.
Nenhum analgésico ou controlado minha dor apascenta.
Continuo implodindo em uma velocidade cada vez maior.
Recolha-me!
Oriunda do desejo de a zero se igualar,
apenas desejo voar!
Nanna Barbie

Dom

Que responsabilidade à mim foi dada, sem antes me capacitar!
Eu posso ferir, denegrir ou curar!
Eu poderia até mesmo um suicídio ocasionar, ou ainda quem me deras, uma vida salvar!
Muita responsabilidade para quem nem pode treinar.


Posso te fazer sorrir!
Posso te fazer chorar!
Posso fazer você cair!
Posso lhe dar forças para levantar!


E todo esse poder eu nem mesmo pedi, e nem sempre sei usar.
Quando uso-o incorretamente, assim que percebo vou me desculpar:
- Perdoe-me nasci com o dom de falar!

Nanna Barbie

Venenosa Metrópole

Em uma grande metrópole há uma rosa, que de tanta rispidez está secando.
O cotidiano não permite que a reguem, mas o sol continua iluminando.


O tempo passando, o dia anoitecendo e a pobre rosa solitária ao destino chegando. Lugar algum, a rosa está murchando.
 O corrido mundo não deixa que as pessoas parem para a rosa olhar e já não há nada mais a fazer pois a rosa está determinada a murchar.
É melhor assim! Pensa a rosa. Antes decompor, a limitada a este mundinho ficar.


E enfim neste dia que amanheceu, a rosa branca morreu, mas novas folhas estão a brotar pois a rosa regava a raiz enquanto se colocava a chorar.


E um ocupado cidadão tardiamente começou a reparar, que já não havia nada para com o cinza da cidade contrastar. Mais já era tarde! Não adiantaria nem mesmo adubar, pois aquela rosa jamais iria brotar, porque não permitiria que novamente a indiferença, o seu coração fosse quebrantar.
Nanna Barbie



domingo, 20 de março de 2011

Desconfigurada

Meus olhos estão aberto,

mas não vejo cores ,


está tudo configurado à escala de cinzas,


há ausencia de alegria na existência do sorriso.      






A escuridão não é mero eclipse,


essa manhã o sol continuará acomodado no poente.


Não vejo, no entanto ouço, ouço pessoas jogarem


 seus dias na lixeira e suas horas em uma grande vala,


mas elas não veem que vive sob o eclipse.Os meus olhos,


Ah os meus olhos continuam abertos!


A mesmice continua interminavelmente, o tic-tac perdura
as pessoas se limitam a  continuar, mesmo sem saber por que, elas simplesmente continuam.


Por que todos estão felizes?


Será que não percebem que o dia não nasceu?


Por que tamanha euforia? Onde está o colorido alegre do arco-iris?


Hoje chove cloro em gotas de chuva, o céu está desbotado.Não possso mudar,


Meu estoque de tintas se esgotou.


Mas a natureza sempre me ensinou, e como boa aluna eu entendi uma coisa que parece tão obvia ;
Aprendi com o arco-íris que as coisas mais belas são meras ilusões de óptica!