sábado, 30 de abril de 2011

Venenosa Metrópole

Em uma grande metrópole há uma rosa, que de tanta rispidez está secando.
O cotidiano não permite que a reguem, mas o sol continua iluminando.


O tempo passando, o dia anoitecendo e a pobre rosa solitária ao destino chegando. Lugar algum, a rosa está murchando.
 O corrido mundo não deixa que as pessoas parem para a rosa olhar e já não há nada mais a fazer pois a rosa está determinada a murchar.
É melhor assim! Pensa a rosa. Antes decompor, a limitada a este mundinho ficar.


E enfim neste dia que amanheceu, a rosa branca morreu, mas novas folhas estão a brotar pois a rosa regava a raiz enquanto se colocava a chorar.


E um ocupado cidadão tardiamente começou a reparar, que já não havia nada para com o cinza da cidade contrastar. Mais já era tarde! Não adiantaria nem mesmo adubar, pois aquela rosa jamais iria brotar, porque não permitiria que novamente a indiferença, o seu coração fosse quebrantar.
Nanna Barbie



2 comentários:

  1. Esse é o meu favorito. Acho que nenhum conseguirá ocupar um lugar tão especial em meu coração quanto ''Venenosa Maetrópole''.

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  2. Incrível como eventualmente me deparo aqui, dentro da "venenosa metrópole".

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